Guerra das Maquininhas: o que todo varejista precisa saber

 

Há uma guerra em curso no mercado de captação de pagamentos que interessa a quem é do setor de varejo.

Trata-se da guerra das maquininhas, que envolve grandes redes como Cielo e Rede, potências emergentes como PagSeguro e Stone, e fica mais emocionante com a chegada de novos players ao mercado, que vem de fora do Brasil e apostam em novos serviços e muita tecnologia.

A boa notícia é que esse cenário tende a beneficiar o varejista, que passa a pagar menos para ter acesso às maquininhas e conta com cada vez mais serviços agregados. Mas atenção.

É preciso estar atento às tendências que essa guerra aponta, a fim de saber se posicionar corretamente e tirar o melhor proveito. Pensando nisso, preparamos um verdadeiro report mostrando um resumo do que está acontecendo e de como o empresário de varejo pode se beneficiar desse cenário.

Confira!

 

O mercado de credenciadoras hoje e no futuro

O mercado brasileiro de credenciadoras de cartão (ou adquirentes; empresas como Rede, GetNet, PagSeguro, etc) conta com alguma empresas já bem consolidadas. Porém, trata-se de um segmento competitivo e em franca transformação tecnológica.

Tudo indica, desse modo, que os atuais líderes tendem a perder seus postos em alguns anos, caso não repensem sua estratégia.

O negócio de credenciamento é uma commodity, ou seja: ganha quem distribui em escala e oferece o menor preço. Porém, a disputa atual será vencida pelas empresas que conseguirem oferecer outros serviços aos varejistas, para além da captura de pagamentos.

Mas quais seriam esses serviços? Há dois grupos de problemas e soluções que tendem a aglutinar as ações no futuro. São eles:

 

  • serviços financeiros, solucionando problemas como altas taxas de juros, despesas bancárias, serviços de cobrança, acesso ao crédito, etc;
  • automação, via softwares e aplicativos que melhorem processos de venda, controle financeiro, marketing e operação.

 

Tudo isso é boa notícia para os varejistas, que terão acesso a novos serviços que facilitem o dia a dia do seu negócio. Se pensarmos nos terminais POS (as famosas maquininhas), a realidade é que elas já são uma tecnologia obsoleta, pois não conseguem integrar as informações de pagamento com o caixa da loja e os softwares de gestão (ERP), tornando a operação de controle das vendas mais morosa e dificultando a conciliação de cartões.

O futuro dos meios de pagamento está na integração das informações de venda, via software e internet das coisas. É o caso dos pagamentos via QR Code e outros dispositivos para pagamento sem contato.

Quem é quem nesse mercado

No panorama atual do mercado de credenciamento no Brasil, há 5 grandes empresas:

 

  • Cielo, com 38% do volume de pagamentos em cartão;
  • Rede, com 25%;
  • GetNet, com 12%;
  • Stone, com 8%;
  • PagSeguro, com 6%.
  • Outras empresas, que são responsáveis por 11% do volume de pagamentos em cartão.

 

Segundo dados, as duas líderes vem perdendo participação no mercado desde 2016, enquanto que GetNet, Stone e PagSeguro estão crescendo. Destaque para a PagSeguro, que abocanhou 5% do mercado no mesmo período.

A PagSeguro cresceu pois apostou em um nicho até então inexplorado: os microempreendedores individuais (MEI). Focada na combinação de terminais POS portáteis (vendidos a preços acessíveis) com uma conta de pagamento (a grande maioria dos MEIs não possui uma conta bancária), a empresa caiu nas graças do seu público e conquistou um alto índice de fidelização.

Além disso, ela aposta em serviços financeiros para PMEs e se prepara para o cenário de desuso dos terminais POS, focando em pagamentos móveis.

Guerras de preços e novos players

O sucesso da PagSeguro trouxe novos players para um mercado já competitivo. Grandes bancos, como Itaú e Santander investiram no segmento de maquininhas portáteis. A busca por fatias de mercado impulsiona uma guerra de preços que diminui a margem de lucro das empresas, mas é boa para os varejistas (que têm acesso a melhores condições para adquirir ou alugar as máquinas).

O Grupo Pão de Açúcar também entrou no mercado e desenvolveu um serviço de captação de pagamentos para sua rede atacadista, a Assaí. Uma das inspirações vem de grandes redes internacionais, como Starbucks e Alibaba, que trabalham com sistemas próprios de captação.

A diferencial desses estrangeiros é que eles investem maciçamente em tecnologia e processamento de dados. Com isso, oferecem conveniência aos seus clientes e descobrem cada vez mais informações sobre os seus consumidores.

Em março de 2019, a norte-americana First Data adquiriu a Software Express, que controlava 60% do mercado de terminais TEF no Brasil. Dessa forma, ela ganhou a liderança em um setor gigante, que atende mais de 100 mil estabelecimentos no Brasil (sobretudo varejistas de médio e grande porte).

A First Data atua no Brasil desde 2014, trabalhando com as maquininhas da marca BIN e processando transações de outras marcas de terminais POS para empresas como Rede, Crefisa e Bancoop.

Com a aquisição ela pretende levar esse sistema de parcerias para o mercado de terminais de TEF, atendendo assim todas as credenciadoras.

Como o varejista pode tirar vantagem desse cenário

Como vimos neste artigo, a oferta de empresas credenciadoras aumentou bastante nos últimos anos e ampliou as possibilidades de acesso dos varejistas aos serviços de captação de pagamento por cartão.

Com mais empresas no mercado, criou-se uma guerra das maquininhas que também é boa para esse empresário, que passa a pagar menos para utilizá-las.

Vimos também que os terminais POS já são uma tecnologia obsoleta e que o futuro aponta para soluções de venda por software ou internet das coisas.

Além disso, cresce a tendência por novas soluções agregadas, como serviços financeiros e de automação. É cada vez mais comum que empresas credenciadoras ofereçam serviços como o de conciliação automática de cartões.

É justamente neste ponto que o varejista deve ficar atento. Afinal, nem sempre a credenciadora é a melhor opção para oferecer este serviço, que exige transparência e independência. Um serviço de conciliação ligado a uma das grandes do setor (com participação societária, por exemplo) pode expor informações estratégicas do empresário, como as taxas praticadas por outra adquirente, e enfraquecer a posição do varejista em eventuais negociações de prazos de recebimento e taxas de serviço.

Acreditamos que o único aliado possível de uma conciliadora de cartões deve ser o varejista que ela atende. Por isso, preparamos este post que explica por que contratar um serviço de conciliação sem vínculo com adquirente.

Leia agora e entenda mais sobre o assunto.

Importante: A partir de 02 de maio, a Rede oferece depósito em dois dias nas vendas à vista no cartão de crédito e custo zero para antecipação de recebíveis. Essa medida visa reagir ao crescimento da Stone e do PagSeguro e a notícia caiu como uma bomba no mercado e intensifica ainda mais a guerra de preços. As condições valem para todos os clientes com mais de R$ 30 milhões de faturamento anual.

 

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